
Ela explicou que tatuagem é de usar, é do corpo, faz parte de quem a gente é – por isso a referência deveria vir de dentro, e não de fora (muito menos de uma pasta de desenhos feitos pra ooooutras pessoas). Se identificar é uma coisa, curtir um desenho ou uma idéia é outra. A Nanda contou que tava chegando gente no estúdio, pedindo a pasta, apontando o dedinho e escolhendo assim, por escolher, o que queria tatuar. E ela resolveu que, artisticamente e com o trabalho dela, ela queria contribuir pra que as pessoas olhassem mais pra dentro, observassem mais o que gostam e o que tem significado INDEPENDENTE de olhar referências ou de ter modelos. E foi assim que as pastas foram guardadas pra nunca mais circularem por lá.
Ela reconhece que pode ser um pouco radical mas vejam, eu pensei bem na relação dessa estória com a gente escolhendo o que vestir ou o que comprar. Mesmo que roupas e acessórios não sejam tão grudados na pele assim, a gente também escolhe (ou deveria escolher) de acordo com quem a gente é. Bem na onda de ter referências pra inspirar, pra abastecerem a gente de opinião própria – e não pra copiar. Ser quem a gente quer ser independente de referências ou modelos. Imagina quanta imagem única, original, nova e arrebatadora a gente ia produzir e encontrar por aí?!?? :)
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